PALÁCIO CAMPOS ELÍSEOS

PALÁCIO CAMPOS ELÍSEOS

Nome anterior – Palacete Elias Chaves
Tipo – Palácio
Arquiteto – Matheus Häusler
Início da construção – 1890
Fim da construção – 1899
Proprietário atual – Governo do Estado de São Paulo
Local – Bairro Campos Elíseos – São Paulo
Endereço – Avenida Rio Branco, 1269

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O nome Campos Elíseos faz referência ao bairro parisiense Champs-Élysées. O Palácio Campos Elíseos (antigo “Palacete Elias Chaves”), situado na Avenida Rio Branco, zona central de São Paulo, foi projetado pelo arquiteto alemão Matheus Häusler, (que também trabalhou na construção do Viaduto do Chá) iniciado em 1890 e finalizado em 1899 para ser a residência do cafeicultor e político Elias Antônio Pacheco e Chaves.

O imóvel dividido em quatro pisos e 4.000 metros quadrados foi inspirado no Castelo de Écouen, na França. Sua construção utilizou inovações tecnológicas trazidas da Europa e a maioria dos materiais que o compõem foram importados: espelhos de Veneza, maçanetas de porcelana de Sévres, terracotas da Itália, fechaduras e dobradiças dos Estados Unidos. O palacete foi denominado “Palácio dos Campos Elíseos” em 1915, quando tornou-se a sede do Governo e a residência oficial do governador do Estado de São Paulo. Foi quando as grades que circundavam o prédio deram lugar a muros altos, que escondem o prédio dos pedestres.

Em 1965, devido a um incêndio ocorrido, tanto a sede do governo como a residência do governador transferiram-se para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Desde então o palacete passou por restaurações. A restauração da parte externa teve início em março de 2008 e foi concluída em 2010. O palácio foi tombado no ano de 1977 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). É um dos mais belos e luxuosos edifícios da cidade de São Paulo, oriundo da farta fortuna cafeeira do fim do século XIX.

Elias Pacheco Chaves foi um dos homens que mais ostentou o luxo na cidade de São Paulo. Em 1903, o cafeicultor faleceu e deixou o então Palacete que levava seu nome com a viúva e os filhos, que residiram lá até 1911, ano em que foi vendido ao Estado. A partir de 1912, o Palácio começou a servir de residência para as figuras políticas do mais alto escalão. O primeiro a morar no local foi o Presidente-Conselheiro Rodrigues Alves. Até o ano de 1924, no governo de Carlos de Campos, todos os governadores do Estado residiram no Palácio. Na Revolução de 1924, os revolucionários ocuparam a residência do governo por cerca de vinte dias, o palácio sofreu inúmeros bombardeios, que se repetiram em 1932 na revolta contra o Estado Novo. Em 1930, a vitória do movimento desalojou Júlio Prestes e Heitor Penteado, líderes do governo na época.

Passaram pelo Palácio dos Campos Elíseos nomes como Washington Luis, Jânio Quadros e Ademar de Barros. A residência dos líderes políticos foi cenário principal de vários movimentos e momentos que marcaram a história.

Na década de 1960, a mudança da residência dos políticos para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, resultou no abandono do Palácio dos Campos Elíseos, que passou a abrigar algumas secretárias estaduais. No mesmo período, o Governo especulava demolir a construção, mas órgãos como o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e o Instituto Histórico e Geográfico Guarujá-Bertioga, solicitaram a preservação do Palácio. No entanto, um incêndio acidental no telhado da construção, em 1967, destruiu boa parte do que era o símbolo da política paulistana.

Esse incêndio aconteceu no dia 17 de outubro de 1967, quando o edifício era ocupado pelo então governador Abreu Sodré e família. O fogo teve início no telhado, por volta das 19h40, durou cerca de 15 minutos e destruiu grande parte da construção. O palácio estava no final de uma reforma que durou nove meses. Todos que estavam no prédio, foram retirados sem ferimentos A então primeira-dama, Maria Sodré ficou responsável por salvar algumas obras de arte que decoravam o Palácio. Depois do incidente, houve algumas reformas para reconstrução de parte que foi destruída.

Depois do incêndio algumas reformas foram feitas para reconstruir o Palácio que, a partir de então, passou a ter pouca utilidade. Serviu por um tempo para abrigar Secretarias do Estado de São Paulo.

No ano de 2004 o Governo do Estado de São Paulo anunciou um projeto que restauraria o Palácio para que se tornasse um Centro Cultural contendo parte da história da cidade. No entanto, o projeto foi adiado por falta de verbas.

Em 2008, o governador José Serra anunciou que retomaria o projeto de restauração, com a ideia de fazer uma extensão do Palácio dos Bandeirantes, mas mais uma vez nada foi concluído. A fachada foi reconstruída nesse período com um valor de custo avaliado em cerca de 3,65 milhões de reais.

Desde 2013 a construção passa por reformas com custos de 14,5 milhões, que durariam de 18 a 20 meses. Mas até a metade de 2016 a reforma ainda não havia sido concluída e também não havia previsão. O Palácio dos Campos Elísios continua fechado, em processo de restauração.

Hoje sua arquitetura renascentista se esconde atrás dos portões e muros de 2 metros de altura em plena região da Cracolândia, onde dependentes químicos circulam e aterrorizam os cidadãos, praticando pequenos furtos e o tráfico de drogas. Acredita-se que com a conclusão do Projeto de Restauração do Palácio Campos Elíseos, além de passar a ser um museu cultural onde contará sua própria história, este também servirá para dar novos ares ao entorno.

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