LENDAS DAS PISTAS – KENNY ROBERTS

LENDAS DAS PISTAS – KENNY ROBERTS

Kenneth Leroy “Kenny” Roberts (Modesto, 31 de dezembro de 1951) é um ex-piloto norteamericano, o primeiro a ser Campeão das 500cc. É pai do piloto Kenny Roberts Jr.

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Roberts começou uma sólida carreira de sucesso como principal adversário da poderosa equipe de pista e terra da Harley-Davidson (que dominava as ações em todas as pistas) a bordo de um modelo de rua fabricado pela Yamaha, uma XS650 no Campeonato Nacional Grand E.U, uma etapa que incluiu quatro estilos distintos.

Roberts é um dos quatro pilotos na história da AMA a ganhar o AMA Grand Slam, o que representa vitórias nacionais e categorias de uma milha, meia milha, em pista curta, TT e corrida de estrada. Ele compensou a falta de potência de sua moto com um destemido estilo de pilotagem. Este estilo foi destaque em 1975, quando competiu no Mile Indy Nacional a bordo de uma motocicleta de terra batida, uma Yamaha TZ 750, de dois tempos, de corrida de estrada.

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Em uma moto que foi considerada sem condições para aquela pista, devido à sua excessiva potência, Roberts veio de trás e alcançou a dupla da Harley-Davidson,  Korky Keener e Jay Springsteen, na última volta de uma das mais famosas vitórias em pista de terra da história da American Racing. Em 1998, Kenny Roberts teve seu nome incluído Motorcycle Hall of Fame.

Kenny Roberts conviveu a vida toda com a palavra ‘sucesso’. Os numerosos títulos nas dirt tracks e pistas de asfalto americanas, os três campeonatos mundiais de 500cc, o sucesso obtido como Team Manager da Yamaha, até o inédito título mundial do herdeiro Kenny Jr. (o único caso de um pai e filho campeões do mundo) são testamentos para a posteridade de uma das maiores figuras do motociclismo.

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Menos conhecidas são outras facetas de ‘King’ Kenny: a sua demanda pela segurança nos circuitos nos anos 70, que o levou mesmo a ameaçar a FIM com a criação de um campeonato paralelo chamado World Series; o fato de ter sido o precursor de um estilo de pilotagem que influenciou gerações de pilotos; o fato de ter sido mentor de outros campeões como Eddie Lawson, Wayne Rainey e John Kocinski, este nas 250cc; a corajosa tentativa de atacar o Mundial de 500cc com uma moto própria – financiada pelo governo malaio -, algo que contrastava com o domínio histórico dos gigantes japoneses.

O legado de Roberts só foi prejudicado pelo nível da oposição naqueles três títulos mundiais, entre 1978 e 1980. Ficaram célebres os seus duelos com Barry Sheene, mas pilotos como Wil Hartog, Johnny Cecotto ou Virginio Ferrari não tinham o mesmo talento da geração que inundou o Mundial na década seguinte.

Em 1983, Roberts saiu de cena após perder um quarto título mundial para um fenômeno chamado Freddie Spencer. O frágil e delicado Spencer estava no extremo oposto do rude e determinado Roberts, que se referia ao seu jovem rival como “aquele menino de coro”. Mas seria o menino-bonito da Honda a levar a melhor na penúltima prova do ano, na Suécia, quando levou Roberts a sair de pista na última curva da corrida. O veterano ainda venceu o último GP da época em Imola, que se transformou numa despedida adequada para uma carreira notável.

O ‘throttle steering’

Antes de atravessar o Atlântico, o jovem Roberts tornou-se uma lenda das competições nacionais da AMA. Nas dirt tracks, a Yamaha pilotada por ele era a única capaz de derrotar a todo-poderosa Harley Davidson, como aconteceu naquela lendária corrida de Indianápolis em 1975. Ainda assim, poucos esperavam que Roberts vencesse o Campeonato do Mundo de 500cc na primeira tentativa em 1978.

Foi o primeiro título de um norteamericano na mais importante competição do motociclismo. Além disso, o californiano introduziu uma técnica claramente inspirada nas pistas de terra chamada ‘throttle steering’. No fundo, trata-se de aproveitar toda a potência e rotação do motor para sair de uma curva em derrapagem controlada, com a moto ‘apontando’ para a trajetória desejada. Roberts também é considerado um dos primeiros pilotos a ter usado a inclinação do joelho para melhor contornar as curvas apertadas. Além de tricampeão mundial e uma figura excêntrica, o ‘Rei’ foi um pioneiro do motociclismo moderno.

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Kenny Roberts em 1975

KING KENNY       GP: 60  Pódios: 44  Vitórias: 24 (500cc, 22; 250cc, 2)  Títulos mundiais: 3 (500cc, 1978-80)  Primeiro GP: Holanda, 1974 (250cc)  Primeira vitória: Venezuela, 1978 (250cc)  Última vitória: San Marino, 1983 (500cc)  7 vitórias Fórmula FIM 750cc   Bicampeão AMA Grand National (1973-74)

 

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