História

Kenny “King” Roberts
Não é por acaso que Kenny Roberts é chamado de ‘Rei’. A vida do primeiro campeão mundial vindo dos States foi uma incrível sucessão de êxitos
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Atualmente com 58 anos, Kenneth Leroy Roberts conviveu a vida toda com a palavra ‘sucesso’. Os numerosos títulos nas dirt tracks e pistas de asfalto americanas, os três campeonatos mundiais de 500cc, o sucesso obtido enquanto Team Manager da Yamaha, até o inédito título mundial do herdeiro Kenny Jr. (o único caso de um pai e filho campeões do mundo) são testamentos para a posteridade de uma das maiores figuras do motociclismo.
Menos conhecidas são outras facetas de ‘King’ Kenny: a sua demanda pela segurança nos circuitos nos anos 70, que o levou mesmo a ameaçar a FIM com a criação de um campeonato paralelo chamado World Series; o fato de ter sido o precursor de um estilo de pilotagem que influenciou gerações de pilotos depois de si; o fato de ter sido mentor de outros campeões como Eddie Lawson, Wayne Rainey e John Kocinski, este nas 250cc; a corajosa tentativa de atacar o Mundial de 500cc com uma moto própria – financiada pelo governo malaio -, algo que contrastava com o domínio histórico dos gigantes japoneses.
O legado de Roberts só poderá ter sido prejudicado pelo nível da oposição naqueles três títulos mundiais, entre 1978 e 1980. Ficaram célebres os seus duelos com Barry Sheene, mas pilotos como Wil Hartog, Johnny Cecotto ou Virginio Ferrari não tinham o mesmo talento da geração que inundou o Mundial na década seguinte. Em 1983, Roberts saiu de cena após perder o quarto título mundial para um fenómeno chamado Freddie Spencer. O frágil e delicado Spencer estava no extremo oposto do rude e determinado Roberts, que se referia ao seu jovem rival como “aquele menino do coro”. Mas seria o menino-bonito da Honda quem levaria a melhor na penúltima prova do ano, na Suécia, quando levou Roberts a sair de pista na última curva da corrida. O veterano ainda venceu o último GP da temporada em Imola, que se transformou numa despedida adequada para uma carreira notável.
Antes de atravessar o Atlântico, o jovem Roberts tornou-se uma lenda das competições nacionais da AMA. Nas dirt tracks, a Yamaha pilotada por ele era a única capaz de derrotar a todo-poderosa Harley Davidson, como aconteceu naquela lendária corrida de Indianápolis em 1975. Ainda assim, poucos esperavam que Roberts vencesse o Campeonato do Mundo de 500cc na primeira tentativa em 1978. Foi o primeiro título de um norte-americano na mais importante competição do motociclismo. Além disso, o californiano introduziu uma técnica claramente inspirada nas pistas de terra chamada ‘throttle steering’. No fundo, trata-se de aproveitar toda a potência e rotação do motor para sair de uma curva em derrapagem controlada, com a moto ‘apontando’ para a trajetória desejada. Roberts também é considerado um dos primeiros pilotos a ter usado a inclinação do joelho para melhor descrever as curvas apertadas. Além de tricampeão mundial e uma figura incontornável, o ‘Rei’ foi um pioneiro do motociclismo moderno.
KING KENNY
GPs: 60
Pódios: 44
Vitórias: 24 (500cc, 22; 250cc, 2)
Títulos mundiais: 3 (500cc, 1978-80)
Primeiro GP: Holanda, 1974 (250cc)
Primeira vitória: Venezuela, 1978 (250cc)
Última vitória: San Marino, 1983 (500cc)
7 vitórias Fórmula FIM 750cc
Bicampeão AMA Grand National (1973-74)
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